Em um incêndio, o maior risco para as pessoas muitas vezes não é o fogo em si, mas a fumaça. Ela se espalha rápido, reduz a visibilidade nas rotas de fuga e, quando os materiais queimados liberam gases tóxicos, pode incapacitar quem tenta escapar. É exatamente esse risco que os materiais LSZH ajudam a reduzir — e por isso eles se tornaram exigência em hospitais, shoppings, metrôs e tantos outros ambientes.
O que significa LSZH?
LSZH é a sigla em inglês para Low Smoke Zero Halogen, que em português significa “baixa emissão de fumaça e zero halogênio”. O termo descreve materiais — como capas de cabos e eletrodutos — formulados para, em caso de incêndio, liberar a menor quantidade possível de fumaça e não emitir gases halogenados.
Para entender a importância, é preciso saber o que são os halogênios. Plásticos comuns, como o PVC, contêm cloro em sua composição. Quando queimam, liberam gás clorídrico — que, em contato com a umidade do ar e dos pulmões, forma ácido clorídrico, corrosivo e tóxico. Os compostos LSZH eliminam esses elementos.
O perigo invisível: fumaça e gases tóxicos
A maioria das vítimas de incêndios não morre pelas queimaduras, e sim pela inalação de fumaça e gases. Há três problemas principais:
- Visibilidade: a fumaça densa escurece o ambiente e dificulta encontrar as saídas.
- Toxicidade: os gases liberados podem causar desorientação e perda de consciência em poucos minutos.
- Corrosão: os gases ácidos danificam equipamentos eletrônicos e estruturas, ampliando o prejuízo.
Os materiais LSZH atacam justamente esses três pontos: menos fumaça, sem gases tóxicos halogenados e sem ação corrosiva.
Onde o uso de LSZH é essencial
O LSZH é indicado — e, em muitos projetos, exigido por norma ou especificação técnica — em ambientes fechados e com grande circulação de pessoas, onde uma evacuação rápida e segura é crítica:
- Hospitais e clínicas
- Escolas e universidades
- Shopping centers
- Aeroportos e estações de metrô
- Túneis
- Data centers
- Edifícios comerciais e corporativos
Um cuidado especial vale para forros e plenums (o espaço acima do forro por onde passa a climatização): nesses locais, a fumaça tóxica se espalharia rapidamente por todo o prédio através do sistema de ar.
Como garantir a proteção na sua obra
Não basta usar cabos LSZH — todo o conjunto de proteção da instalação deve acompanhar esse padrão de segurança. O eletroduto que conduz e protege os cabos também precisa ser livre de halogênios para que a proteção seja completa.
Foi para atender a essa necessidade que a Ueba desenvolveu o Ueba LSZH, um eletroduto corrugado fabricado com composto termoplástico antichama e livre de halogênios, próprio para instalações em que a segurança contra incêndio é prioridade.
Conclusão
Investir em materiais LSZH é investir em segurança de vidas e de patrimônio. Em ambientes onde muitas pessoas circulam, alguns minutos a mais de visibilidade e ar respirável podem fazer toda a diferença numa evacuação. Por isso, ao especificar uma instalação elétrica nesses locais, vale priorizar componentes livres de halogênio do início ao fim.


